Consórcio STHEM Brasil conclui 4ª Formação 2017, em Lorena (SP)

150 professores de 47 IEs juntos pela inovação

 

Foram 40 horas de aprendizado em inovação acadêmica. Tudo aconteceu em uma sala chamada Laboratório de Metodologias Inovadoras (LMI), no UNISAL Lorena.  De 22  a 26 de maio de 2017 150 docentes de 47 instituições  do Consórcio STHEM estiveram reunidos para aprender a inovar em tempos de mudança.

 

“Neste processo, muito se fala da mudança do professor, mas o aluno também deve estar consciente de que ele também tem de alterar sua postura, a partir deste novo modelo. Ele é convidado a ser mais participativo e crítico”, revela Diego Amaro,  Professor do UNISAL e membro do LIA (Laboratório de Inovação Acadêmica).

 

A revolução na educação brasileira é feita em parceria com o Departamento de Inovação de Laspau/ Harvard. Por meio deste trabalho, é possível a formação em rede. Para a capacitação de 2017 foram investidos US$ 180 mil, valor investido pelas consorciadas em cada professor participante do encontro.

 

As instituições são públicas e privadas e representam 12 estados brasileiros. Já os professores capacitadores vieram dos Estados Unidos, Canadá, México e de instituições consorciadas para compartilhar as experiências e resultados alcançados por meio da aplicação de métodos de aprendizagem. Os temas e professores foram:  Avaliação da Aprendizagem, por Anastassis Kozanitis- Escola Politécnica de Montreal, Canadá; Educação Empreendedora, por Rafaela Bueckmann, do Departamento de Empreendedorismo e Tecnologia de Monterrey; Sala de Aula Invertida e Ensino Hibrido por Gustavo Hoffmann e Ana Valéria S. de A. Reis, da UNA, de Minas Gerais e do UNISAL, Lorena (SP); Desenho de Atividades, Projetos e Disciplinas Interdisciplinares por Jose Oscar Mur-Miranda de Olin College, de Engenharia, Estados Unidos; Como inspirar, engajar e  cultivar a nova geração de estudantes em STEM por Lorna Finman, Founder & CEO STEM BusUSA, Diretora Técnica do Projeto NASA.

 

Além de ter professores brasileiros e das consorciadas, a edição de 2017 também apresentou outras atividades: avaliações para saber se o tema foi explorado de maneira clara, objetiva e assertiva,  enquetes, as quais, foram respondidas positivamente por até 80% do público; carona solidária entre os participantes; um balanço apresentado pelo Diretor do Consórcio, Professor Fábio Reis, sobre o trabalho da equipe até agora e os objetivos para os próximos 2 anos (2017-2019).

 

“O que aprendemos não acaba aqui”, diz Fábio Reis, que espera participação efetiva e contínua dos docentes.

 

Mesma expectativa compartilhada por Colleen Silva, de Laspau/ Harvard. “Somente com esse feedback do professor, poderemos perceber o avanço de nosso trabalho e como ele tem se difundido nas IEs de todo o Brasil”, conclui Colleen.

 

O Consórcio STHEM Brasil é realizado desde 2014 em Lorena. No início contava com 11 IEs, hoje são 47 instituições que integram a equipe.

A cada ano os depoimentos dos participantes mostram que a inovação acadêmica é um processo em evolução. “As ideias surgem aos montes e é preciso sair daqui e se organizar para aplicar, mensurar e construir”, disseram representantes da UNIToledo (SP).

 

“Muitos conceitos apresentados aqui irão somar no processo de avaliação de aprendizagem do aluno, que é um dos maiores desafios”, disse um dos professores do UNISAL Lorena (SP).

 

“Estamos reunidos aqui, pois todos querem transformar alunos em cidadãos autônomos, que estejam conectados com as demandas do mercado e de uma nova sociedade”, afirma um docente da Toledo Prudente (SP).

 

“A inovação que nos trouxe até aqui, não é a mesma que irá nos fazer sobreviver”, revela um professor da Universidade UNA (MG).

 

Partilhar experiências foi a intenção de uma professora de Tuiuti, no Paraná, ao comparar o modelo utilizado pela instituição ao utilizado pela professora Finman, Founder & CEO STEM BusUSA, Diretora Técnica do Projeto NASA. A docente da instituição brasileira revelou os resultados pelo envolvimento de estudantes com um projeto da Aeronáutica, e o quanto essa experiência foi envolvente para ambos os públicos, docentes e discentes.